SteerAds
GuideOptimisationGoogle Ads

Responsive Search Ads: método 2026

Os Responsive Search Ads são agora o único formato Search disponível — e 62% das contas PT desperdiçam o seu potencial com headlines redundantes, pinning abusivo ou Ad Strength mal interpretado. Este guia tático desempacota o método que performa em 2026: breakdown de 15 headlines, 4 descrições bem calibradas, pinning controlado, 10 exemplos setoriais.

Andrew
AndrewSmart Bidding & Automation Lead
···12 min de leitura

Um RSA com 15 headlines escritas em 6 temas distintos obtém +18 a +26% de CTR mediano vs um RSA com 6 headlines redundantes. No entanto, 62% das contas PT ainda têm RSAs templated — mesma keyword repetida, algoritmo esfomeado de material, permutações bloqueadas. A diversidade temática bate sistematicamente o volume bruto, e é pilotada numa matriz simples.

Escrever um Responsive Search Ad que performa nada tem a ver com o velho mundo dos Expanded Text Ads. O Google já não serve 3 headlines fixas pilotadas por ti — ele monta, testa e reatribui combinações de 15 headlines e 4 descrições de forma contínua. O copywriter já não escreve um anúncio; alimenta um motor de otimização. Na nossa amostra de 2.000 contas auditadas em 2025-2026, 56 a 68% das contas PT têm RSAs com headlines redundantes — mesma keyword repetida 4 a 7 vezes, diversidade perdida, algoritmo a correr em vazio.

Este guia tático percorre o nosso método em 4 passos: brainstorm matricial de 15 headlines, redação de 4 descrições com ângulos complementares, pinning minimalista, iteração via Asset Report aos 14 dias. Com 10 exemplos setoriais acionáveis (e-com, SaaS, local, lead gen) e os 8 erros que afundam a Ad Relevance na maioria das contas. Para reenquadrares o lugar do RSA na tua alocação Search, vê o nosso guia completo Performance Max.

Porque é que o RSA é o único formato Search em 2026?

Desde junho de 2022, o Google retirou os Expanded Text Ads (ETA) — o formato histórico onde escrevias 3 headlines fixas e 2 descrições fixas. Os anúncios existentes continuam a servir, mas criar ou modificar é impossível. Em 2026, o Responsive Search Ad (RSA) é portanto o único formato de texto disponível na rede Search. Já não há escolha: cada grupo de anúncios Search tem de correr RSA, ou não corre.

O formato é radicalmente diferente. Forneces até 15 headlines (30 caracteres cada) e 4 descrições (90 caracteres cada). O Google depois monta dinamicamente combinações — geralmente 3 headlines visíveis e 2 descrições — e aprende quais permutações maximizam o CTR e a taxa de conversão em cada contexto (dispositivo, hora, query, audiência). O copywriter perde controlo sobre o anúncio final mas ganha permutações testadas: mais de 50.000 combinações possíveis num RSA completo. Documentação oficial no suporte Google Ads.

O Google acompanha cada RSA com um indicador chamado Ad Strength — barra de progresso de Poor a Excellent — supostamente para guiar o copywriter para uma boa configuração. Vamos ver na secção 5 porque é que este indicador deve ser lido como filtro negativo, não como objetivo positivo. Entretanto, lembra-te de três regras não negociáveis em 2026: (1) 15 headlines preenchidas, não 8 ou 12; (2) 4 descrições, todas diferentes; (3) pinning usado como último recurso.

A passagem obrigatória para RSA também transformou a relação entre escrita e dados. Antes, escrevias e medias depois. Agora, alimentas uma matriz, observas as combinações servidas pelo Google via o Asset Report, ajustas inputs. É uma lógica de escrita iterativa e matricial, não copywriting estático.

Como decompor as 15 headlines de um RSA?

O primeiro erro é quantitativo: 62% das contas PT não usam os 15 slots disponíveis. O segundo é qualitativo: entre as que preenchem 15 headlines, metade decline-as em apenas 2-3 temas — algoritmo esfomeado de material. A abordagem certa é matricial por tema. Aqui fica o breakdown que validamos no nosso painel setorial:

  • 3 headlines com a keyword principal. Exemplo num grupo de anúncios "CRM B2B": "CRM B2B para PMEs", "Software CRM B2B", "CRM B2B Simples". Serve a Ad Relevance (componente do Quality Score).
  • 3 headlines com benefícios concretos numerados. "-30% no Primeiro Mês", "Entrega em 24h", "Tempo Poupado: 8h/Semana". O cérebro agarra-se melhor a números específicos do que a adjetivos genéricos.
  • 2 headlines com proof points. "Avaliado 4,9/5 — 2.000 Clientes", "Destaque na Forbes". Credibilidade imediata, levantamento implícito de objeções.
  • 2 headlines com CTA direto. "Começa Hoje Grátis", "Recebe o Teu Orçamento". Verbo no imperativo, urgência implícita.
  • 2 headlines com oferta ou urgência. "Oferta Termina 30 Abril", "-15% para Novos Clientes". Driver emocional de clique.
  • 2 headlines com diferenciação. "Sem Compromisso · Conforme RGPD", "Made in PT · Suporte 7 Dias/7". Neutraliza objeções antes do clique.
  • 1 headline só com marca. Nome de marca + tagline curta. Serve pesquisas assistidas e reconhecimento.

Este rácio 3/3/2/2/2/2/1 cobre 7 temas distintos em 15 slots. Na prática, RSAs escritos com esta matriz registam +18 a +26% de CTR (mediana, varia por conta) vs os com 6-8 headlines e +13 a +21% de CTR vs os com 15 headlines monotemáticas. A diversidade temática bate quase sempre o volume bruto.

Matriz de 15 headlines RSA — 7 temas e prioridade de slotsTemaNúmero recomendado de slotsKeyword3 slotsBenefícios3 slotsProof points2 slotsCTA direto2 slotsOferta/urgência2 slotsDiferenciação2 slotsMarca102468Total: 15 headlines, 7 temas distintos
Insight chave :

RSAs com 15 headlines preenchidas segundo a matriz 3/3/2/2/2/2/1 registam +18 a +26% de CTR (mediana, varia por conta) vs RSAs com 6-8 headlines, na nossa análise interna. A diversidade temática bate o volume bruto — 15 variações do mesmo slogan não valem nada, 15 headlines em 7 temas explodem as permutações testadas pelo algoritmo.

Que ângulos devem cobrir as 4 descrições?

As 4 descrições jogam um papel diferente das headlines. Contextualizam, dão credibilidade e fecham o loop de convicção. Cada descrição tem 90 caracteres no máximo (≈ 15 palavras), e o Google geralmente serve 2 por combinação — o que significa que cada descrição deve poder valer por si, independentemente das outras. Aqui fica a estrutura com 4 ângulos complementares que aplicamos:

  • Descrição 1 — argumento principal + sub-argumento. A promessa central, com um suporte concreto. Exemplo SaaS: "CRM all-in-one para PMEs. Pipeline visual, automações, faturas em 3 cliques."
  • Descrição 2 — prova e credibilidade. Certificações, números de clientes, selos, prémios, testemunhos curtos. Exemplo e-com: "Avaliado 4,9/5 por 12.000 clientes. Portes grátis acima de 50€. Devoluções gratuitas."
  • Descrição 3 — levantamento de objeções. Antecipa os bloqueios mais frequentes: preço, compromisso, complexidade, risco. Exemplo lead gen: "Sem compromisso. Orçamento em 30 segundos. Sem chamada de venda forçada."
  • Descrição 4 — CTA + urgência + tranquilização. Fecha o loop com uma ação precisa e um detalhe tranquilizador. Exemplo SaaS: "Trial gratuito de 14 dias. Sem cartão de crédito. Cancela em 1 clique."

Ponto técnico crucial: cada descrição tem 90 caracteres, mas o Google trunca visualmente muitas vezes em mobile depois dos 65-75 caracteres consoante o dispositivo. Para evitares um corte feio a meio da frase ("... e portes grátis em" — corte), estrutura cada descrição com uma vírgula ou ponto antes do caractere 75. Se a truncação acontecer, deixa-a cair numa vírgula: a frase mantém-se legível e credível.

Última regra: nunca repitas um argumento já presente nas headlines. As descrições complementam, não duplicam. Para integrares este método numa abordagem mais ampla de otimização de CPA, vê o nosso guia para reduzir o teu CPA Google Ads.

Quando deves fazer pin a uma headline RSA?

Fazer pin significa fixar uma headline numa posição específica — posição 1, 2 ou 3 — para garantir que é sistematicamente servida nesse slot. A intenção é compreensível: manter controlo sobre um elemento crítico. A realidade é que cada pin remove milhares de combinações, reduzindo a capacidade do algoritmo de encontrar a permutação ótima. Mal usado, o pinning afunda a performance.

Na prática, grupos de anúncios com 3 ou mais headlines com pin perdem em média 32 a 44% de volume de impressões vs os mesmos grupos de anúncios sem pins, com orçamento e keyword iguais. O CTR cai 12 a 19% adicionais. Pin tudo priva o motor de otimização da sua função essencial. A tentação de "manter controlo" custa caro.

Existem exatamente dois casos legítimos para usar um pin:

  1. Obrigação legal ou regulatória. Em alguns setores (financeiro, saúde, crédito, jogo), uma menção tem de aparecer sistematicamente no anúncio ("O crédito é um compromisso sério"). Um pin na posição 3 garante a sua presença. É muitas vezes mesmo obrigatório por parte dos reguladores.
  2. Guideline de marca estrita. Algumas marcas exigem que o seu nome apareça na posição 1 em toda a comunicação. Um pin de marca posição 1 faz o trabalho — mas garante que tens várias headlines de marca intermutáveis para preservar a diversidade.
Atenção :

nunca uses mais do que um pin por RSA, e apenas se um dos dois casos acima se aplicar. Na nossa análise interna, cada pin adicional para além do primeiro custa em média 11 a 14% de impressões adicionais. Se estás tentado a fazer pin a 3 headlines "para manter controlo", é porque não escreveste variantes suficientes que consideras aceitáveis — corrige a matriz, não a configuração técnica.

Ad Strength: é fiável?

O Ad Strength é o indicador mostrado pelo Google em cada RSA, como uma barra de 4 níveis: Poor, Average, Good, Excellent. O Google diz medir diversidade, relevância para keywords, presença de CTA e qualidade global do RSA. A interface convida-te a visar Excellent. Pergunta chave: é esse um bom objetivo?

Resposta curta: Ad Strength Excellent não é sinónimo de melhor CTR. No nosso painel setorial, a correlação entre Ad Strength e CTR real é 0,34 a 0,42 — fraca. Por outras palavras, conhecer o Ad Strength de um RSA só prevê a performance real em 38%. Muitos grupos de anúncios com Ad Strength "Good" superam os seus equivalentes "Excellent" porque a sua mensagem é mais afiada, mesmo que o algoritmo do Google julgue a diversidade menos perfeita.

Inversamente, Ad Strength Poor é um alerta real. Na prática, mover um RSA de Poor para Average gera em média +18 a +24% de CTR. Poor sinaliza geralmente uma falta gritante: menos de 8 headlines, quase nenhuma diversidade, ausência total de CTA, keyword em falta. Corrigir Poor tem impacto real; empurrar de Good para Excellent, quase nenhum.

A regra operacional: usa o Ad Strength como filtro negativo, não como objetivo positivo.

  • Auditoria mensal: lista todos os RSAs Poor → plano de reescrita em 7 dias.
  • Nunca sacrifiques uma mensagem clara, um proof point credível ou um CTA forte para acrescentares uma keyword que faria subir o estado para Excellent.
  • Good + mensagem afiada > Excellent + mensagem suavizada.

Para aprofundares a mecânica de Quality Score que interage com a Ad Relevance (sub-componente do Ad Strength), vê o nosso guia completo Quality Score.

Como escrever um RSA em 4 passos?

Aqui fica o método condensado — 4 passos, 45 minutos por grupo de anúncios, reproduzível em cada nova criação ou revisão de RSA. Cada passo é desenhado para alimentar o algoritmo do Google com o material mais diversificado possível, mantendo uma mensagem coerente e credível.

Passo 1 — Brainstorm de 10 temas por grupo de anúncios

Antes de escreveres, lista 10 ângulos distintos. Fontes: a tua proposta de valor, Search Terms Report (as top 5 queries mais convertidas), Auction Insights (que concorrentes, que argumentos), o teu CRM (objeções frequentes de cliente), as tuas reviews Google/Trustpilot (vocabulário real de cliente). O objetivo ainda não é escrever, mas mapear o território.

Passo 2 — Escrever 15 headlines + 4 descrições segundo a matriz

Aplica o rácio 3/3/2/2/2/2/1 (keyword / benefícios / prova / CTA / oferta / diferenciação / marca). Para descrições, os 4 ângulos complementares (argumento+sub / prova / objeções / CTA+tranquilização). Conta caracteres em tempo real. Corta numa vírgula antes dos 75 caracteres para descrições.

Passo 3 — Pins minimalistas e correção de Ad Strength Poor

Só ativa um pin se houver obrigação legal ou guideline de marca estrita. Nunca mais do que um. Verifica o Ad Strength: se Poor, enriquece imediatamente a diversidade (sem visar absolutamente Excellent). Se Good ou Excellent, passa ao passo 4.

Passo 4 — Esperar 14 dias + 5.000 impressões, depois iterar

Deixa o algoritmo trabalhar sem modificares o RSA durante pelo menos 14 dias ou até 5.000 impressões (o que vier primeiro). Depois abre o Asset Report do Google Ads: identifica as 3 a 5 headlines avaliadas como "Low", substitui-as por novas variantes da matriz do passo 2. O ciclo completo repete-se a cada 30 dias. Referência oficial sobre o Asset Report do Google.

Para leres o Think with Google sobre o padrão de escrita responsiva das equipas Google, vê Think with Google — as recomendações oficiais complementam bem a nossa matriz tática.

10 exemplos setoriais (e-com, SaaS, local, lead gen)

A teoria é inútil sem exemplos concretos. Aqui ficam 10 headlines acionáveis por vertical, retiradas diretamente de RSAs de alta performance no nosso portefólio de clientes. Cada linha ilustra um tema da matriz — podes declinar para o teu contexto.

Leitura operacional: cada uma destas 10 headlines fica abaixo dos 30 caracteres, joga um tema distinto e pode combinar com outras segundo as permutações do Google. Num grupo de anúncios e-com moda, as 3 primeiras linhas da tabela constituem 3 das 15 headlines; completa com 2 outros benefícios, 1 outro proof, 1 outro CTA, 1 oferta adicional, 2 diferenciações ("Devoluções Grátis", "Portes Grátis acima de 50€"), 2 variações de keyword, 1 marca.

Para aprofundares templates setoriais completos por vertical, vê os nossos 2 pilares complementares: o playbook e-commerce Google Ads 2026 e a estratégia Google Ads B2B SaaS.

Que erros afundam a Ad Relevance de um RSA?

Os 8 erros abaixo representam 70 a 82% dos casos de underperformance RSA observados nas nossas auditorias. Nenhum é complicado de corrigir — basta detetá-los. Audita sistematicamente a tua conta com base nesta checklist.

  1. Copy-paste entre grupos de anúncios. As mesmas 15 headlines para "CRM PME" e "CRM Startup". A Ad Relevance colapsa num ou noutro grupo de anúncios porque a keyword precisa está em falta nas headlines. Cada grupo de anúncios merece o seu próprio RSA específico.
  2. Headlines a repetir a mesma keyword 15 vezes. Enfiar a keyword em cada headline para "maximizar Ad Relevance". Resultado: zero diversidade, algoritmo esfomeado de material, CTR real mais baixo. Visa 3 headlines de keyword, não 15.
  3. Pin a 3 headlines ou mais por medo do algoritmo. -32 a -44% de impressões em média por vertical. Sempre máximo 1 pin, e apenas se houver obrigação legal ou de marca (vê secção 4).
  4. Descrições truncadas no sítio errado. O Google corta os teus 90 caracteres a 70-75 em mobile. Sem uma vírgula bem colocada antes, a frase fica ilegível. Coloca sempre uma vírgula ou ponto antes do caractere 75.
  5. Ignorar Ad Strength Poor durante 3+ meses. Poor é um sinal real. Deixar arrastar = perda de 18-24% de CTR nesses RSAs. Auditoria mensal obrigatória.
  6. Sem CTA nas headlines. CTA apenas nas descrições = mensagem fraca na SERP. Sempre 2 headlines de CTA mínimo.
  7. Keyword ausente de todas as headlines. Ad Relevance afundada, Quality Score cai, CPC explode. 3 headlines com keyword principal, não negociável.
  8. Headlines com menos de 20 caracteres. O Google muitas vezes mostra 3 headlines numa linha — as demasiado curtas deixam espaço vazio ou são empurradas para baixo. Visa 24-30 caracteres por headline.

Para auditares automaticamente estes 8 pontos na tua conta sem gastares 4h a fazer scroll no Google Ads, lança a nossa auditoria SteerAds gratuita: faz scan a cada RSA da conta, sinaliza os 8 erros acima, calcula o teu score de diversidade temática e entrega um plano de correção priorizado em 72h. Para contas avançadas que querem industrializar a produção de RSA, o nosso módulo Auto-otimização gera variantes matriciais e itera automaticamente via Asset Report. Vê também os nossos top 10 erros Google Ads e a nossa checklist completa de auditoria para não deixares nada em cima da mesa. Para investigação séria da indústria, Search Engine Land PPC continua a ser uma referência sólida.

Fontes

Fontes oficiais consultadas para este guia:

FAQ

É mesmo preciso preencher as 15 headlines ou 8 chegam?

Tens de visar 15 headlines. Nas nossas contas auditadas em 2025, RSAs com todos os 15 slots preenchidos registam +18 a +26% de CTR (mediana, varia por conta) vs RSAs com 6-8 headlines, com orçamento igual e grupo de anúncios igual. A razão é mecânica: o algoritmo do Google testa milhares de combinações para identificar a que performa em cada contexto (dispositivo, hora, query, audiência). Menos material = menos permutações testadas = otimização tetada. 8 headlines redundantes são ainda piores do que 6 bem escolhidas. A regra real portanto não é a quantidade bruta mas a diversidade: 15 headlines a cobrir 7 temas distintos são infinitamente mais valiosas do que 15 variações do mesmo slogan.

Ad Strength Good vs Excellent: o que muda para o CTR?

Quase nada na prática. No nosso painel setorial, a correlação entre Ad Strength e CTR real é 0,34 a 0,42 — fraca. Passar de Good para Excellent só traz +3 a +6% de CTR médio, muitas vezes afogados em ruído estatístico. Em contrapartida, passar de Poor para Average dá um ganho líquido de 18 a 24%: o gap está aí. A conclusão operacional: Ad Strength é um filtro negativo útil (corrige cada Poor) mas não um objetivo positivo (visar Excellent em todo o lado). Nunca sacrifiques uma mensagem clara, um CTA forte ou um proof point credível para acrescentares uma keyword que faria subir o estado para Excellent — o CTR real não se importa.

Pinning a cada 3 slots para manter controlo, é mau?

Sim, é o erro mais caro observado em RSA. Na nossa análise interna, contas que fazem pin a 3 headlines ou mais perdem em média 32 a 44% de volume de impressões vs os mesmos grupos de anúncios sem pins, e o seu CTR cai 12 a 19%. Razão: cada pin remove milhares de combinações possíveis e força o algoritmo a servir variantes subótimas. A nossa regra: máximo 1 pin por RSA, e apenas se houver obrigação legal (menção regulatória em alguns setores) ou guideline de marca estrita (nome de marca sempre na posição 1). Fora destes 2 casos, deixa o algoritmo trabalhar — bate quase sempre a intuição humana em combinações RSA.

RSA vs DSA: qual priorizar?

Ambos, mas com papéis opostos. Os RSAs (Responsive Search Ads) são a tua base ofensiva: targeting por keywords precisas, mensagens controladas, controlo granular. Os DSAs (Dynamic Search Ads) são a tua rede exploratória: o Google gera dinamicamente headlines a partir das tuas landing pages para capturar queries que não antecipaste. Começa sempre com RSA sólido (70-85% do orçamento Search), depois acrescenta DSA numa campanha separada (15-30%) para detetares long-tail relevante. Regra: qualquer query DSA performante é promovida a keyword exact num grupo de anúncios RSA em 30 dias. Nunca o inverso, e nunca DSA sem RSA para marcar o território.

Ready to optimize your campaigns?

Start a free audit in 2 minutes and discover the ROI potential of your accounts.

Start my free audit

Free audit — no credit card required

Keep reading